🏙️ Tromsø de Dia: Ruas Aquecidas, Trolls e a Polaria
📅 6 de Dezembro de 2021O grande objetivo deste nosso dia em Tromsø já vocês conhecem do artigo anterior: a caça às Auroras Boreais! Mas como a magia verde só acontece à noite, tínhamos as horas de "dia" (se é que se pode chamar dia, visto que a claridade por estas bandas é pouca nesta altura do ano) para explorar a maior cidade do norte da Noruega. E foi exatamente isso que nós os três fizemos!
Ruas Iluminadas, Trolls e Ursos Polares
O centro de Tromsø fica numa ilha ligada ao continente por uma ponte (com muito trânsito) e túneis. Começámos por ir observar essa mesma ponte para termos uma primeira perspetiva da famosa Catedral do Ártico, que fica do outro lado da margem e que será alvo de uma visita num outro dia.
Passear pelas ruas da "cidade dos fiordes" é extremamente tranquilo. As pessoas são muito afáveis e as luzes de Natal, que brilham mesmo durante o dia para compensar a falta de sol, deixam as ruas e as montras tão catitas que apetece trazer tudo no bolso! Nas montras, deparámo-nos com uma curiosidade insólita: animais embalsamados, principalmente ursos polares. Não nos perguntem porquê, tentámos descobrir, mas parece ser apenas uma decoração de montra muito comum por aqui.
Pelas ruas, especialmente à porta das lojas de recordações, fomos recebidos pelos simpáticos (mas feios e narigudos) Trolls. São um símbolo nacional! Aproveitámos para tirar fotografias divertidas com eles e a nossa escuteira tratou de inspecionar os vários tamanhos disponíveis para trazer de recordação. Existe até um museu dedicado aos Trolls na cidade, mas o nosso tempo já não esticava mais.
Catedrais Fechadas e o Mistério das Ruas Quentes
Caminhámos até à Catedral de Tromsø. É um edifício muito bonito e bem cuidado por fora, mas... adivinhem? Estava de portas fechadas! É um clássico nas nossas viagens: encontrar monumentos fechados. Por isso, como é o interior, continua a ser um mistério para nós.
No entanto, ali junto à catedral, reparámos noutro grande mistério. O jardim tinha neve, as pracetas à volta também, mas os passeios do centro e as ruas principais estavam estranhamente limpos. Será que andavam sempre a varrer? Fomos pesquisar e ficámos boquiabertos: as ruas e os passeios da zona centro são aquecidos! Uma engenharia fantástica para facilitar a vida a quem passeia e faz compras no gelo. Nas ruas onde não há aquecimento, existem caixas com brita abertas ao público; cada pessoa pode tirar um pouco de areia e espalhar no seu caminho para não escorregar. Genial, não é?
A Polaria e as Focas
A nossa tarde seguiu para a Polaria, o aquário mais a norte do mundo! O edifício, por si só, é uma obra de arquitetura brutal, concebido para parecer uma série de blocos de gelo tombados uns sobre os outros.
Embora não tenha uma quantidade massiva de animais, os que lá estão são muitíssimo bem tratados. O ponto alto foi o corredor de vidro que passa por debaixo do tanque das focas. Vê-las nadar daquela perspetiva é super engraçado e foi onde o Pai e a Mãe passaram mais tempo a fotografar. A Polaria tem também uma zona interativa onde a nossa filha participou num quiz sobre a preservação dos mares, e passou com distinção (o orgulho da casa!). Fechámos a visita no auditório, com um filme educativo muito interessante sobre os mares da Noruega.
⚓ História Marítima à Porta
Cá fora, o Ártico respira história. Admirámos a estátua de Helmer Hanssen, o explorador norueguês que chegou ao Pólo Sul com Amundsen em 1911. Logo atrás, envolto numa redoma de vidro, descansa o MS Polstjerna, o navio de caça às focas mais bem preservado da Noruega. Fez 33 temporadas de caça desde 1949 até à sua última viagem em 1981. Infelizmente, o navio estava com um aviso de "encerramento permanente", pelo que ficámos sem perceber o motivo de não o podermos visitar por dentro.
O Refúgio de Vidro: A Biblioteca
Para terminar o nosso passeio de dia antes de nos irmos preparar para a noite das auroras, fizemos uma última paragem na Biblioteca de Tromsø. Com uma arquitetura excecional, toda envidraçada, fica lindíssima iluminada no meio da escuridão do inverno ártico.
O ambiente lá dentro é acolhedor, com aquele cheirinho inconfundível a livros. O piso inferior é um paraíso para os mais novos e, logo à entrada, há jornais disponíveis e um cantinho do café bastante movimentado. Foi o refúgio perfeito para aquecermos o corpo e a alma antes de voltarmos ao hotel para vestir os nossos casacos mais grossos. Afinal, a nossa noite ia ser muito longa... e verde!