🌉 Vertigens em Canillo e a Temida Cara Feia da Mãe
📅 1 de Julho de 2026O nosso terceiro dia pelo principado começou de forma calma e caseira, com o pequeno-almoço tomado no conforto do nosso apartamento. Com as mochilas às costas, a nossa equipa de quatro arrancou para matar algumas saudades de inverno. Fomos visitar a Estância de Ski de Vallnord-Pal, um local que costumamos frequentar quando o manto branco cobre as montanhas.
Foi muito curioso ver o contraste! Sem a neve, a estância estava completamente transformada num exigente circuito de BTT (Bicicleta de Todo o Terreno). O ambiente estava ao rubro, com imensos preparativos e movimentações, uma vez que se ia disputar lá nos próximos dias nada mais, nada menos, do que o Campeonato do Mundo da modalidade. Uma excelente oportunidade para vermos a montanha noutra perspetiva!
Desafiar as Alturas em Canillo
Saídos de Vallnord, apontámos o GPS em direção a Canillo. Dirigimo-nos ao posto de turismo local, onde adquirimos os bilhetes para visitar duas das atrações mais impressionantes da região: a Ponte Suspensa e o Miradouro. Uma excelente dica para quem visita é que os bilhetes já contemplam o transporte de autocarro, o que facilita imenso a logística nas estradas íngremes.
⛰️ Sobre o Vazio: A Ponte e o Miradouro
Para quem não conhece, estas duas estruturas não são aconselháveis a quem sofre de grandes vertigens!
- A Ponte Tibetana de Canillo: É uma das pontes suspensas para peões mais longas do mundo! Com uns impressionantes 603 metros de comprimento, balança ligeiramente a 158 metros de altura sobre o deslumbrante Vall del Riu. Atravessá-la é uma mistura fantástica de adrenalina e contemplação da natureza.
- O Miradouro Roc del Quer: Uma plataforma vertiginosa que sobressai da montanha. Tem uma passarela suspensa no ar de 20 metros (parte dela em vidro transparente!) e, na ponta, a célebre estátua de um homem pensador sentado calmamente sobre o abismo. Dá-nos a sensação literal de estarmos a voar sobre os Pirenéus.
Pas de la Casa e o Erro do Almoço Tardio
As vistas eram maravilhosas, mas o tempo voou. Quando demos por nós, a hora do almoço já tinha passado largamente os limites do razoável. Fizemo-nos à estrada até Pas de la Casa (a fronteira com França) com a intenção de almoçar.
Foi aqui que se deu o momento crítico do dia: o estômago vazio falou mais alto e instalou-se a célebre, temida e imbatível cara feia da Mãe! Quem viaja sabe que a regra de ouro de qualquer roadtrip é nunca deixar os níveis de açúcar da equipa baixarem demasiado. Lá conseguimos sentar-nos e devorar um almoço muito fora de horas para apaziguar os ânimos e devolver os sorrisos à cara de todos.
Com a paz restaurada e a barriga cheia, regressámos tranquilamente ao nosso apartamento. Suspirámos de alívio por mais um dia épico (e por o nosso gato lá em casa continuar seguro e alimentado pelo filho mais novo, certamente a horas muito mais decentes do que as nossas).