🌾 Etapa 5: O Encanto do Alentejo
📅 31 Julho 2020Amanhecemos em Ponte de Sor, prontos para passear e conhecer minimamente a cidade. Com o passaporte já carimbado na Câmara Municipal (já que o posto de turismo estava temporariamente fechado), iniciámos a nossa jornada a pé. Depois da fotografia da praxe no marco comemorativo da EN2, seguimos para a zona ribeirinha para atravessar a ponte pedonal.
Esta ponte, da autoria de Leonel Moura, tem uma forma tubular e insere-se na paisagem com um aspeto contemporâneo e muito fluido, por onde passam peões e bicicletas. Dizem que tem uma decoração com luzes coloridas à noite, algo que durante a manhã foi obviamente impercetível para nós.
Muito engraçada foi a forma como encontrámos a fachada de dois edifícios pintados... Um exibia o Mural Nossa Senhora da Cortiça e o outro (do qual infelizmente não tirámos fotografia, mas que a mini Bandeiras memorizou muito bem) chamava-se Mural A Cura.
A Rota dos Desvios: Avis e Couço
Com a tripulação a bordo da S-Max e o nosso gato laranja a resguardar-se do calor matinal, seguimos viagem passando pela famosa Barragem de Montargil até Mora.
Foi aqui que decidimos fazer dois desvios táticos só para podermos carimbar o passaporte. O primeiro foi até Avis — um desvio de cerca de 30 minutos para cada lado, a andar bem... e mais não digo! Chegámos por volta das 13h15 e, como dita a boa tradição, já encontrámos os locais de visita fechados para a hora de almoço. Lá nos safámos com o carimbo da Câmara Municipal e do Turismo, e limitámo-nos a admirar as muralhas exteriores.
O segundo desvio levou-nos ao concelho de Coruche, onde carimbámos o passaporte no Couço, na bomba de abastecimento de combustíveis. Deste desvio não vos vou falar muito hoje... um lado da minha família é daqui e, com mais tempo, tirarei algumas fotografias destas zonas muito bonitas para partilhar convosco num artigo especial!
Mora: O Alentejano e o Mistério das Antas
De volta a Mora, optámos por almoçar no restaurante O Alentejano. Comemos bem e a preços muito aceitáveis. Caminhámos um pouco pelo centro para ajudar à digestão e seguimos viagem à procura de uma das grandes recomendações da EN2 nesta zona: as antas.
Pois bem... só conseguimos ver uma! As antas estão dentro de propriedades privadas, vedadas com arame e estacas, pelo que apenas pudemos observar o que a vista de longe alcança. Depois de muito procurar, ficámo-nos por aquele único exemplar. Se alguém que nos está a ler já conseguiu ver mais, que nos conte o segredo!
🎯 O Mítico Km 500
E chegámos finalmente a um dos marcos mais importantes de toda a viagem: O Km 500, em Ciborro. É uma paragem absolutamente obrigatória para a fotografia da praxe, e aproveitámos para deixar também marcada a nossa passagem assinando o mural local. Estamos mais perto do fim!
Casinhas Bonitinhas e Túneis Verdes
Em Montemor-o-Novo (onde o passaporte levou o selo no Paço dos Henriques) visitámos o Castelo. Embora esteja a passar por um projeto de estudo arqueológico e de requalificação, ainda é possível subir a umas ameias e observar toda a cidade lá de cima. Foi daqui que saiu espontaneamente da boca da nossa mini Bandeiras: "Olha mamã, tantas casinhas tão bonitinhas!".
Seguindo a estrada, a passagem fez-se pelo Torrão, local onde ainda sobrevivem os clássicos painéis de azulejos publicitários do Nitrato do Chile, verdadeiras relíquias da EN2.
🌲 A Estrada Perfeita: Foi ao redor do Km 574 que encontrámos uma das imagens de marca mais conhecidas da EN2: o espetacular túnel natural formado pelas copas dos pinheiros mansos. É um momento de condução inesquecível!
Fechámos a etapa por aqui. A nossa pernoita de hoje foge um bocadinho do traçado da EN2, pois fomos recarregar baterias para a estância de agroturismo Xistos, em Beja. É precisamente daqui que vos escrevo esta etapa, sentada com uma vista espetacular para a piscina... e um pouco mais. Amanhã há mais estrada!